Aos professores:

Esse espaço foi criado pela Direção e Coordenação para que todos possam expressar suas ideias, reflexões e fazer suas inferências.
Pedimos, por gentileza, que a Norma Culta da Língua Portuguesa seja preservada. Antes de postar verifiquem erros de digitação, concordância, etc. Como o Blog não tem restrição de usuários, qualquer aluno, pais de aluno e comunidade em geral podem ter acesso à plataforma.
Com isso, peço que a linguagem utilizada seja pertinente e apropriada ao tópico que será trabalhado na semana.
Uma excelente reflexão a todos!

terça-feira, 26 de março de 2013

Pauta ATPC - 27/03/2013

O Ensino e o Aprendizado

Caros Professores,


A atividade desta semana consiste em assistir o vídeo abaixo e opinar sobre o valor social que a figura do professor exerce na vida de seus alunos.



Para participar bastar clicar nos comentários e escrever sua resposta. A partir desta semana não serão aceitas respostas via email.
Não esqueçam de assinar a sua participação.


A Coordenação Pedagógica

19 comentários:

  1. Magistério não é profissão...é missão árdua! (pena que não nos ensinaram isso na facu, né?!) Muitas vezes não conseguimos colocar em prática o que planejamos pelos mais diversos fatores como salas heterogêneas (todas), e "indisciplinadas" porque cada aluno tem características e comportamento próprios e diversos,além de um "currículo oculto", como mostra o vídeo. Por isso, quando não conseguimos, continuamos tentando, mudando as estratégias com recursos variados, na expectativa de que eles façam uso do aprendizado mínimo necessário em seu cotidiano (aliás muito parecido com a música do Chico Buarque utilizada na Avaliação Diagnóstica de Português)... E tudo isso,à duras penas, pois nos desgastamos cada vez mais para alcançarmos o objetivo principal na educação, ás vezes frustrado, que é a "formação de um cidadão consciente". Ufa! Agora vou dormir, pois tenho que "planejar" amanhã cedo, novamente...portanto não desisto! Companheiros, a luta continua! Boa noite e até amanhã, Jacqueline.

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  2. Entende-se que o professor na atual conjuntura procure descobrir estratégias de aprendizagem, desde que trabalhamos como os nossos professores trabalhavam. inovar ? como?
    A organização para o trabalho a sociabilidade é primordial, mas como conseguir eis a questão!!!!
    Sabe-se que nós professores , procuramos estratégias diversificadas, portanto quando planejamos e não vemos retorno até num organização de grupo nos sentimos frustrados , porém somos agentes de reprodução social , onde percebe-se 100% de alunos inclusos estão na escola, tornando-se mais difícil o desafio. Temos que ser muitas vezes Tudo e também queremos ser respeitados, desde que politicamente somos comprometidos não apenas com a educação, mas com toda a sociedade por meio da educação, temos a função social de proporcionar o acesso ao conhecimento.
    Socrátes dizia "..só sei que nada sei " somos seres em aprendizado , acredito que não desistimos nunca e estamos querendo e acreditando em ser a diferença. De todos? claro que isso é uma Utopia , mas se conseguirmos com um numero maior estaremos realizados... se não fossemos assim , não seríamos professor, seguindo, acreditando que possa ser a diferença para alguém , portanto isso cada um tem inerente nele mesmo como fazer , não existe formulas de como ser professor , o vídeo dissertou sobre os desafios da atualidade, mas mostrou estratégia para que os problemas sejam sanados?
    Colocaremos perguntas, porém cada um encontrará sua resposta.
    Indicaremos caminhos, porém cada um encontrá seu destino

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  3. O Ensino e o aprendizado
    Na escola há crianças de grupos diversificados. Há aquelas que tem todo um aparato familiar e há aquelas que não tem aparato algum. Então há dificuldades para se atingir o aprendizado cem por cento, cada criança atinge o aprendizado no seu momento. O professor deve ter recursos variados de didática para serem aplicados para atingir um todo.A criança tinge um bom aprendizado, quando o professor lhe proporciona o acesso ao conhecimento. Os alunos precisam de conhecimentos para atingir sua autonomia.É fundamental para o professor prestar atenção, como o aluno se interessa na aula, como pergunta, como participa, de onde vem, qual sua realidade. Conhecer cada aluno, sendo um universo distinto, deve haver sensibilidade do professor para com o aluno. Assim o professor avalia como agir para dar andamento no seu trabalho.
    Ser professor significa, trabalhar muito, antes, durante e depois da aula.É formação contínua do professor.
    Maria Tereza de Abreu

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  4. O problema (catástrofe educacional) tem origem na falta de definição do que é escola; pois os pais, pela falta dessa definição, mandam filhos para a escola, enquanto que a escola recebe alunos. Dificilmente um pai consegue entender que a função precípua da escola é auxiliar a família a educar seus filhos. Com a aquiescência dos “educadores de gabinete – os educadores governistas ”, os pais acham que a educação de seus próprios filhos é total responsabilidade da escola. No tripé da estruturação sociocultural: a família educa e moraliza, a escola culturaliza e o governo organiza, talvez o único pé que está fazendo sua parte (obviamente, não em sua plenitude, pois depende dos outros dois) é a escola, os professores (os educadores de “chão da escola”), uma vez que, dentro de suas limitações, se esforçam para tanto, ao passo que a família média brasileira, por ignorância ou desinteresse, muito pouco faz. Na verdade, os pais pouco se importam se seus filhos estão aprendendo alguma coisa – o que lhes importa é o fato dos filhos ficarem longe de casa por várias horas do dia. O governo, lamentavelmente, não tem vontade política para a educação e não a organiza, uma vez que a organização escolar é despesa e não investimento na ótica dos governantes. Dado o patente desinteresse das famílias, os governantes transformaram a escola pública de educação básica em “depósito de crianças e adolescentes”. Pais, em recente pesquisa feita pelo Ipea, deram nota 8 à escola pública de educação básica. Se os pais estão satisfeitos com a escola pública, por que então os governantes deverão dar nova configuração à estrutura educativa? Nossos políticos, como regra, são populistas – esse talvez seja a causa principal da catástrofe educacional e, por extensão, de todas as outras mazelas sociais de nossa sociedade depravada, desorganizada, desigual e injusta.
    James

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  5. (Professora Flávia/Filosofia): Valor ‘social’ de um professor em início de carreira com 30 aulas semanais em sala: R$1.566,19. Desculpe, não é que eu não seja capaz de discernir entre valores, mas é que para refletir eu preciso de mais tempo. Você vai dizer que eu sou uma professora conceitualmente confusa: confundindo valor social e valor financeiro, confundindo tempo e dinheiro? Não, não. Mas é que, se eu pudesse pagar um empregado doméstico pra cuidar da minha casa, eu teria mais tempo, se eu tivesse um carro, eu teria mais tempo, ah, e claro, se eu pudesse ter um emprego só que, reconhecendo o valor ‘social’ do meu trabalho, me sustentasse dignamente... ah, aí sim, eu teria mais tempo. Se o meu trabalho tivesse valor ‘social’ reconhecido, talvez eu até pudesse empregar esse tempo para comprar livros, frequentar o teatro, viajar, aprender mais... quem sabe até estudar?! REFLETIR CUSTA CARO... DEMANDA TEMPO. Ouço ecos longínquos de um discurso sobre a relação entre educação e emancipação política, desde Kant, desde antes, mas é preciso uma ALFABETIZAÇÃO POLÍTICA, aprender a ler as letras e o mundo, e não uma PROGRESSÃO ‘APOSTOLÍTICA’ – talvez devesse dizer APO(S)CALÍPTICA e sabotadora para o aluno, para o professor, para o cidadão e para a própria possibilidade da cidadania. Outras vozes que se confundem nesse eco insistem em me ensinar qual o meu papel profissional, já que, aparentemente, ao menos para essas vozes, eu nunca refleti sobre isso, nem tenho uma formação ‘realmente’ profissional, e me dizem que “QUANDO VOCÊ ENTENDE qual que é a função social do professor (...) o professor é aquele profissional encarregado, responsável por possibilitar, proporcionar o acesso ao conhecimento sistematicamente organizado pela espécie humana” (grifo meu). Então, vamos ver SE eu entendi. Pressuposto está que valores ‘socias’ como alimentação, saúde, habitação, transporte, para alunos e professores, já estão garantidos; e que condições dignas de trabalho, incluindo a formação continuada, acadêmica e não-acadêmica, desse profissional que deve dar acesso a todo ‘conhecimento sistematicamente organizado pela espécie humana’ também estão garantidas, certo? Quando a base é falha, o prédio cai, quando o pressuposto é falso, o argumento cai. A resposta é R$1.566,19. Ou será que eu não entendi? (Professora Flávia/Filosofia).

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  6. Em minha opinião o valor social do Professor é proporcionar o conhecimento aos alunos (como foi dito no vídeo).
    Para isso acontecer nós Professores deveríamos ter algumas coisas que hoje em dia no Estado não são possíveis, entre elas: uma boa base de ensino fundamental - ciclo 1, onde todos os alunos deveriam saber ler e escrever, ter famílias verdadeiramente preocupadas com seus filhos e a educação (que deveria vir de casa), a sociedade soubesse o real valor social de nós Professores e qual o valor da educação escolar para seus filhos, políticos interessados em mudar , fazer acontecer e compromissados com a educação, enquanto isso tudo que foi citado antes não mudar o valor social do Professor será igual a zero. Porque não é possível proporcionar muitas coisas aos alunos, pois o Professor não consegue cumprir seu papel, pois tem que ser babá, mãe/pai, médico, psicólogo, advogado, entre outras funções... e ainda aturar o Governo cobrando coisas absurdas, banais, que muitas vezes não tem sentido nenhum, sendo que ele não ensina a pessoa a “pescar” (correr atrás) e sim ganhar o “peixe pronto” usando a Progressão continuada e o Bolsa família.
    Ver este vídeo, onde “colegas” falam sobre Professor ser modelo, sobre o currículo oculto, entre outras coisas mais, me deixa triste, porque quem tem que mudar e melhorar é o sistema educacional do Brasil.
    Tatiana Cascaes - Arte

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  7. ana paula- ed. fisica27/03/13 16:01

    A realidade hoje em dia é que os pais precisam trabalhar e as crianças são "mandadas" para a escola, infelizmente a grande maioria das crianças não tem seus pais presentes para serem cobrados de suas atividades escolares, se isso acontecesse facilitaria muito o trabalho do professor que tem que trabalhar antes, durante e depois de suas aulas como falado no vídeo, mas como isso? A informação custa caro e para termos um salário razoável precisamos nos desdobrar e trabalhar muito. Na escola vemos que o problema é comum, os alunos não tem interesse em aprender e tem muita dificuldade de socialização, já os professores não tem tempo para planejar suas aulas que deveriam ir muito além do quadro negro. Hoje em dia para apreender o aluno precisamos utilizar recursos tecnológicos pois o livro, a lousa e o giz viraram instrumentos do passado.

    Profª Ana Paula/ Ed. Física

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  8. Após a exibição do vídeo, e da demonstração heroica e incansável dos abnegados professores que ilustram a matéria, pus-me a pensar nos desafios dessa profissão. Como se não bastassem todos os problemas e obstáculos que enfrentamos no nosso cotidiano, devemos atingir a sublime condição de mártires da educação: ministrar aulas em salas superlotadas, competir com recursos tecnológicos cada vez mais avançados ( e que, apesar da triste e dura realidade da clientela das escolas públicas, não deixam de fazer parte do material que diariamente levam para as salas de aula), procurar explicações satisfatórias para a atitude de certos estudantes que dormem, enquanto o professor tenta de todas as formas atingir a “todos” os alunos, suportar com a tolerância dos anjos a falta de educação e de respeito com que somos tratados pela maioria deles, entre outras incumbências.
    Com que admiração assisti aos depoimentos de vocês, nobres colegas, que fazem do magistério um verdadeiro sacerdócio! Quão inferiorizada fizeram-me sentir ao ouvir, entre tantas falas repletas de devoção ao ofício de ensinar, a frustração de uma colega ao constatar,um tanto ressentida, que sua aula havia deixado a desejar pois não conseguira alcançar dois, apenas dois alunos da sala!
    E o professor da USP, então, ao afirmar que o professor que introduz o aluno no mundo das letras promove a sua suprema libertação! O professor tem a função social de propiciar a transformação, não é assim?
    E o que dizer dos sábios teóricos que tecem tantas teorias acerca de ensino e aprendizagem? Ah, e do currículo oculto do aluno, que devemos decifrar?
    Caros mestres e pensadores, não sei como vocês conseguem criar tantas imagens elevadas e por isso mesmo, tão distantes de nossa realidade!! Sinto dizer: os sonhos e utopias que povoam vosso imaginário, permanecerão intocáveis pelo tempo que acharem necessário, pois são apenas sonhos e utopias.
    Espero que ao descerem um dia ao insignificante mundo dos reles mortais, talvez percebam o real papel social do educador, talvez o único permitido: matar um leão a cada dia...
    Feliz Páscoa a todos!!
    Mônica Monnerat




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  9. Caros colegas, concordo e faço coro com a narração de todos sem retirar uma única palavra; muitos sabem o que passo no meu período noturno, sendo na maioria das vezes motivo para podermos desestressar e rir da nossa total falta de rumo à seguir e total ausência de perspectivas de mudanças e melhorias no sistema de ensino e valorização profissional.Tenho comigo há vários anos que a escola não é para todos;não devemos ser baba, psicólogo, ou outra função que não seja a de ensinar e transmitir o conhecimento.Não podemos aceitar o que nos é imposto por pessoas totalmente alheias da nossa realidade, que vivem na ilha da fantasia e ganham para publicar e defender teses, que nós futuramente teremos que engolir e aplicar, como? onde?
    Roseli Prieto

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    1. Para iniciar , começo com duas perguntas pertinentes.Qual é o projeto político pedagógico da escola ? Qual a função do Estado na educação pública?
      O descaso do Estado com a educação vem há décadas, esse suposto descaso é também uma ação política e ideológica muito clara. .
      Além do caráter de disseminação da ideologia, constituindo-se no aparelho de Estado que garante a reprodução da produção, poderíamos agregar também à importância ideológica da escola para o Estado, de que a escola não é um instrumento de dominação propriamente dito, mas sim um instrumento de legitimação da dominação.Quanto ao vídeo ,observei que estamos vivendo em realidades diferentes e que o professor ainda é o responsável pela emancipação e autonomia do aluno, porém, esquecem que a famíla e o Estado também têm sua responsabilidade social.
      Denise.

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  10. O professor, em suma, exerce o papel peculiar de integrar o conhecimento de modo que o aluno seja capaz de se apropriar desse saber e torna-lo útil na realização de conflitos e na compreensão de aspectos da própria existência. No entanto, para chegar a esse objetivo, é necessário compreender a diversidade cultural e social que esse aluno traz para sala de aula, a maneira como ele constrói seu discurso e o modo como articula seu processo individual de aprendizagem. Assim, cria-se mecanismos para tornar a aquisição do saber um meio que favoreça o protagonismo desse conhecimento.
    Alexandra

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  11. Mesmo com toda situação periclitante em que se encontra a educação neste país, o professor ainda tem papel fundamental na vida social do aluno, porque além de (tentar) proporcionar e ampliar o acesso ao conhecimento, para uma grande maioria das crianças, a escola pública é o único meio de que elas dispõem para sair da miséria, tanto econômica quanto intelectual. Todo trabalho pedagógico do professor, a curto e longo prazo, é político e social também, pois é com essa bagagem - tanto de conhecimentos quanto de capacidade de raciocínios- que o aluno poderá marcar seu espaço como cidadão, ter autonomia para exercer a cidadania.
    Mesmo desvalorizado socialmente e com tantas dificuldades no exercício da profissão, o professor ainda é formador de opiniões. Quantas vezes nos deparamos com perguntas dos alunos sobre os mais variados assuntos, querendo saber a nossa posição. É um momento privilegiado, em que se conduz um raciocínio com ética, mostram-se outros lados, além daqueles massificados pela TV, que até então nunca tinham sido apresentados a eles. Mesmo uma classe sendo formada por pessoas de realidades tão distintas, ainda é um espaço liderado por um professor, que ultrapassa a função de propiciar o acesso ao conhecimento chegando a representar, para alguns alunos, um novo referencial de conduta.

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  12. Aproveito a fala do Prof. José Fusari: " Não sabemos lidar com nossos alunos", para responder a pergunta sobre o papel social do professor.
    Preciso estar atenta ao currículo oculto do aluno, investigar de onde ele vem, com quem convive, como se alimenta, como é sua moradia...Penso que ao longo de 25 anos na educação já me falta sensibilidade, criatividade e energia pra tocar esse barco pra frente.
    Quando o professor se depara com alunos totalmente desinteressados,não há mágica que os façam despertar do sono profundo.
    Concluindo:eu realmente não estou sabendo lidar com meus alunos.

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    1. josé augusto28/03/13 00:10

      Amiga Christiane, você com 25 anos na educação e ainda na ativa, tenho a certeza que sabe lidar sim ,com seus alunos.

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  13. Atualmente, é fato real de que o professor não somente contribui para o acesso do aluno ao conhecimento, mas também acaba "servindo de babá" para ele. Com as famílias totalmente desintegradas e com as velhas desculpas dos pais, de que o trabalho é culpado pela falta de acompanhamento e zelo pela educação dos filhos, estes tornam-se cada vez mais sem limites e carentes, cabendo à nós professores tal função, da qual, apesar de tudo e de toda falta de interesse dos alunos, ainda mantêm o docente como pessoa exemplar e confiável, onde eles expõem suas dúvidas, medos e opiniões.
    ADELEIDE ALVES

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  14. José Augusto28/03/13 00:28

    Concordo com todos os comentários dos colegas de trabalho, assisti várias vezes e o que chamou-me atenção foi o professor josé Cerchi Fusari ,abordando sobre :"Descobrir o currículo oculto de cada aluno".Teríamos tempo suficiente para o tal desafio?Quanto tempo levaríamos?Estou a pensar!!!Alguém arrisca?Não sou o melhor e nem o pior,sei o meu tamanho em sala de aula.Gostei do comentário da colega Mônica, sobre o real papel social do educador nos atuais dias,"....talvez o único permitido:matar um leão a cada dia".

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  15. Allan Reynaldo28/03/13 08:56

    É, como dito, trabalho do professor proporcionar conhecimento ao aluno para que ele se transforme em um membro da sociedade. Isso, em teoria, deveria ser a extensão de nosso trabalho. Sabemos que não é assim que a prática se desenvolve.
    A escola, infelizmente, porém dito corretamente por muitos professores com os quais convivi nesse meu curto período de ofício, virou um depósito de crianças. O pai e a mãe precisam trabalhar 10 horas por dia, então mandam o aluno para a escola e quando se encontram, isso se irão se encontrar, na mesa de jantar, mal perguntam para o filho "o que você aprendeu hoje?".
    Por isso, na maioria dos casos, o professor precisa ser mais que um simples "passador de conhecimento", temos que atender aquele aluno mal-educado, aquele aluno que por não receber atenção, não para na aula, aquele desinteressado, o briguento. Temos que tentar puxar esses alunos para aprender algo, ser o agente dessa transformação para membro da sociedade, muitas vezes sozinhos, sem apoio da família.
    Não concordo com essa situação. É claro que sempre existirão problemas, todas as pessoas são diferentes e algumas passam por mais dificuldades que as outras, porém a realidade atual, onde o professor tem tantas responsabilidades e pouco retorno, é menos que satisfatória.
    É trabalho do professor criar um membro da sociedade, é trabalho do professor sensibilizar os alunos para a realidade, o papel social do professor é importantíssimo, mas o professor também é um ser humano, o professor também falha, o professor também se cansa, e o professor também quer o melhor para a própria vida, assim como o professor também quer o melhor para os alunos.

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  16. Prof. MARCOS DUARTE - Após assistir o vídeo, noto as mesmas dificuldades em todos os educadores com relação aos problemas encontrados na relação aluno/professor. Hoje somos muito mais pais de filhos de pais ausentes, do que educadores, pois eles passam mais tempo conosco do que com os próprios pais. A família está doente, A sociedade está doente e a Escola virou um Hospital de doenças sociais, aliada a violência, sem que tenhamos o preparo para esse papel. Cada professor exercita sua função amparado nos anos de experiência e corpo-a-corpo. Somos conselheiros, amigos, orientadores, etc.

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  17. ACredito que educar seja muito mais do que transmitir e dividir conhecimentos, educar vai além de nossas possibilidades pedagógicas, envolve emoção, entrega e sofrimento. Sim, sofrimento, pois em muitos momentos temos a nítida impressão de que nossos alunos não estão nem aí para os nossos ensinamentos. E daí? Eles são assim o tempo todo, até em seus próprios lares, com os seus mais próximos, imagina se não seriam assim conosco! Porém, a troca de informação, a demonstração de que nos importamos com os seus problemas e dilemas é a chave para buscar aproximação e cumplicidade, está aberta então, a porta para o ensino e a aprendizagem, afinal, o aluno aprende com quem ele gosta, tira exemplos de quem admira e se esforça para agradar o seu ídolo. Nós somos ídolos de muitos alunos e isso é que nos realiza, sabermos que podemos mudar suas vidas e fazer parte do crescimento dessas pessoas. No final é gratificante e por esse motivo não podemos nos desestimular nunca, havemos de encontrar sempre um caminho de glórias e realizações. Se a cada dia que entrar numa sala de aula e de cara demonstrar toda a sua frustração, seja ela com os resultados não alcançados pelos alunos, pela indiferença dos governantes para com a tua causa ou com o simples desinteresse dos teus alunos, já estará condenado a um dia péssimo de trabalho. Alegria e bom humor são essenciais, ótimos condutores para o sucesso.
    Enfim, acredito que a chave para este segredo todo seja realmente envolver-se e fazer de cada dia o melhor de toda a sua vida, o dia em que o aluno irá aprender mais, que vocÊ se sentirá mais importante, que poderá com tranquilidade sobrepor todas as adversidades. É assim que busco renovar minhas energias, encarando o trabalho sempre com um sorriso no rosto, com prazer e tentando fazer sempre o meu melhor, apesar de muitos dos meus alunos não entenderem ou não querer entender a mensagem que lhes entrego dos esses dias.
    É isso!!! Desculpe se saí um pouco do tema proposto, mas senti a necessidade de escrever dessa forma.
    PROF. SIDNEI (ED. FÍSICA).

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